Notícias

Disparidade de preço dos exames SNS e ADSE termina em Julho
Data: 19-06-2012   Autor: Jornal i

Jornal i

Governo quer pôr fim à disparidade de pagamentos ao sector convencionado. Mendes Ribeiro diz que utentes não serão penalizados.

É o orçamento da Saúde que paga a maior fatia da factura com exames médicos e análises tanto dos utentes do SNS como dos beneficiários da ADSE, mas a preços diferentes. O governo vai avançar com uma tabela única já no próximo mês. Segundo um documento interno a que oiteve acesso, com o balanço das medidas do programa do governo e memorando da troika na área da saúde, esta medida de harmonização visa pôr fim à disparidade ente as duas tabelas na área da patologia clínica e imagiologia e "às ineficiências para o sistema daí resultantes."

Paulo Macedo mencionou a "harmonização" de tabelas na sexta-feira, à margem do Dia Nacional de Luta contra a Paramiloidose. O ministro disse que esta iniciativa estava em curso e teria resultados nos próximos dois meses. Neste documento do governo, datado também de 16 de Junho, prevê-se que a tabela única entre em vigor a 1 de Julho, dentro de duas semanas, algo que já terá sido comunicado também aos laboratórios com contrato com o Estado.

Contactado peloi,o gabinete do ministro respondeu que o processo está em curso, não revelando a poupança estimada - o memorando da troika estipula que este ano os encargos com a ADSE e outros subsistemas de saúde têm de ser reduzidos em 30%. O economista Mendes Ribeiro, coordenador do grupo técnico para a reforma hospitalar, adiantou aoique se trata de nivelar os preços que o Estado paga ao sector convencionado - os laboratórios e centros de análises privados que fazem exames e análises - pela tabela que for "mais vantajosa". No caso de uma TAC ao crânio, o encargo com a ADSE - ou seja, o preço pago aos convencionados - é de 64 euros, sendo que o beneficiário paga 16 euros. Com credencial do SNS, o Estado paga 74,18 euros e o utente 14 euros de taxa moderadora.

"Não representa nenhum prejuízo para ninguém", garante Mendes Ribeiro. Pelo contrário: "Representa um benefício para o Estado para poder optimizar o preço que paga."

O memorando determina que até 2016 os subsistemas de saúde que abrangem funcionários públicos (no caso da ADSE) ou forças de segurança passem a ser auto-financiados, reduzindo-se a contribuição dos funcionários e ajustando-se a carteira de benefícios. Na última actualização ficou definido que o plano de ajustamento será delineado na quinta avaliação da troika.

Satisfação com a sua USF

Satisfação com a sua USF
Atendimento
Instalações
Serviço Médico
Content
Um site myUSF
Este site faz parte da Rede das Unidades de Saúde Familiares (USF). Conheça todas as USF que fazem parte desta rede, de Norte a Sul do país.
myUSF esta
nas redes sociais